Encefalite é uma inflamação que ocorre no cérebro quando este é infectado de forma direta por uma infecção bacteriana, viral, fúngica ou ainda por parasitas. A doença pode ocorrer em qualquer idade, porém afeta mais crianças, idosos e pessoas com o sistema imunológico comprometido.
Dados da Academia Brasileira de Neurologia indicam que a incidência anual de encefalite no Brasil é de 5 a 10 casos a cada 100.000 habitantes. A taxa de mortalidade varia de acordo com a causa da doença.
É comum as pessoas mais leigas confundirem encefalite com meningite. Na meningite temos uma inflamação das membranas (dura-mater, aracnoídea, pia-mater) que recobrem o cérebro e a medula espinhal, chamadas de meninges. É possível as duas patologias estarem associadas em um mesmo indivíduo, caracterizando uma meningoencefalite.
A Encefalite pode ser classificada em primária e secundária.
No início, os sintomas de encefalite podem ser semelhantes ao de uma gripe, podendo se agravar durante algumas horas ou em até alguns dias, sendo os mais comuns:
Também é possível ocorrer outros sinais e sintomas, como sinais neurológicos mais específicos, como dificuldade auditiva ou de fala, perda da sensibilidade, paralisia parcial, convulsões, alucinações, fraqueza muscular, alterações na personalidade e até coma.
A maioria dos casos de encefalite é ocasionada por meio de uma infecção viral, porém também há casos de infecções por bactérias, parasitas, fungos e condições inflamatórias não infecciosas.
A encefalite causada pela ação do vírus da herpes é a mais comum, mas diversos outros vírus podem causar a patologia, como os vírus do sarampo, caxumba, poliomielite, hidrofobia, rubéola e catapora.
Outras causas de encefalite podem incluir:
O diagnóstico de um quadro de encefalite é iniciado através do relato dos sintomas, mas faz-se necessário uma série de exames para que a doença seja comprovada, e para descobrir a sua causa.
Os exames mais comuns de serem realizados no diagnóstico são:
Alguns pesquisadores acreditam ainda que a encefalite é um diagnóstico patológico que deveria ser feito apenas após confirmação tecidual, por autópsia ou por biópsia cerebral.
Após a descoberta da patologia, o tratamento deve ser iniciado pela ingestão de líquidos, já que o quadro ocasiona desidratação para manter o equilíbrio eletrolítico, e repouso com o intuito de aliviar as dores.
O tratamento medicamentoso varia de acordo agente infeccioso causador da patologia, podendo ser indicado o uso de antivirais, antiparasitários ou antibióticos. Caso o indivíduo sofra convulsões, pode ser necessário o uso de medicamentos anticonvulsivos.
Pacientes com o quadro de encefalite precisam fazer acompanhamento médico durante e após todo o seu tratamento, pois a falta de atendimento e tratamento adequados podem gerar sequelas, principalmente relacionadas ao inchaço do tecido cerebral e de eventuais hemorragias que são desencadeadas a partir desse processo.
A prevenção da encefalite pode ser feita primeiramente por atitudes simples, como: