A cefaleia, popularmente conhecida por dor de cabeça, é um sintoma muito frequente dentre a população, e interfere no dia a dia e em atividades rotineiras.
Embora ela possa ser um sintoma corriqueiro, que após o uso de um analgésico vai embora, a condição também pode tornar-se crônica (persistente), levando o paciente a buscar ajuda de um médico.
Neste artigo, abordaremos a cefaleia tensional, quais são suas causas, diagnóstico e possíveis tratamentos.
Diferentemente da Enxaqueca, a Cefaleia Tensional é uma dor sem uma localização muito específica, podendo acometer os dois lados da cabeça, em aperto, contínua (não latejante), de leve a moderada intensidade e que não costuma interferir muito nas atividades produtivas diárias.
A cefaleia tensional divide-se em dois tipos, conforme a frequência dos sintomas:
1) Cefaleia tensional episódica: ocorre menos de 15 dias por mês, é uma dor leve a moderada, que pode comprometer um pouco a qualidade de vida, mas não impossibilita o paciente de realizar tarefas cotidianas.
2) Cefaleia tensional crônica: diferentemente, esta cefaleia acontece mais de 15 dias por mês, por mais de três meses em um ano e frequentemente está associada a fatores emocionais.
Como já explicamos em outro post, existem inúmeros tipos de cefaleia, portanto, é essencial que haja avaliação neurológica completa, para que outras condições sejam excluídas.
O diagnóstico será feito através do exame físico e entrevista clínica (anamnese), preferencialmente por um neurologista.
Algo que os pacientes podem fazer para auxiliar no diagnóstico é o diário da dor. Basicamente, deve-se anotar por um ou dois meses todos os dias em que se teve dor, e observar fatores desencadeantes.
Um exame de imagem (tomografia ou ressonância) pode ser solicitado para se descartar outras causas de cefaleia.
Como se trata de uma condição com causas ainda não bem estabelecidas, basicamente se realiza o manejo da dor e o combate aos fatores de piora.
É importante ter consciência de não utilizar nenhum medicamento sem prescrição médica, pois isso poderá trazer mais prejuízos que benefícios.
A seguir, conheça algumas medidas que podem ser adotadas neste tipo de queixa clínica:
1) Uso de analgésicos: o uso de analgésicos comuns ou antiinflamatórios não hormonais, mediante recomendação médica, é uma estratégia no combate a dor.
A automedicação e o uso frequente de determinado tipo de medicamento podem levar a outro tipo de cefaleia, que é “Cefaleia por Abuso de Analgésicos”. Portanto, não cometa tal erro!
2) Prática de atividades físicas: muitos pacientes relatam melhora da dor após a prática de atividades físicas. Isso se justifica pela liberação de uma série de neurotransmissores após o exercício, que aliviam a dor e proporcionam bem-estar.
3) Controle do estresse: infelizmente, a maioria das pessoas está constantemente sujeita ao estresse emocional, que pode desencadear e agravar a cefaleia tensional. Sendo assim, o médico poderá indicar técnicas de relaxamento, psicoterapia, entre outros.
4) Uso de antidepressivos: a depender da condição do paciente, este tipo de medicamento pode ser indicado em doses que servem para modular a dor (isto é, agir combatendo as vias da dor, no sentido de prevenir que ela aconteça).
Portanto, consulte um especialista de sua confiança, e elimine este problema da sua vida!